Basquete em Cadeira de Rodas está fora dos Jogos Paralímpicos

Segundo o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), o Basquete em Cadeira de Rodas está fora das regras para as Paraolimpíadas

Basquete em Cadeira de Rodas – Jogos Paraolímpicos

O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou para a Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBC) que o esporte está fora das regras para as Paralimpíadas e, por esta razão, foi excluído do quadro paralímpico. Além disso, foi solicitado que a modalidade adote os padrões estabelecidos pelo Comitê até o dia 29 de maio. Caso contrário, ficará fora das Olimpíadas de Tóquio 2020.

Avaliação de grau de deficiência dos atletas

A decisão foi tomada de forma unânime, depois de uma reunião na Alemanha, e está ligada a classificação dos atletas que devem ser avaliados por grau de deficiência de 4.0 a 4.5. Quanto maior o grau, menor o comprometimento físico-motor.

Pela IWBC, essa classificação está entre 1.0 a 4.5 por atleta. O outro parâmetro é feito por equipes, que podem somar a pontuação 14 com os cinco jogadores que jogam a partida. Ou seja, muitos atletas não se enquadram no movimento paraolímpico internacional chamado de Paradesporto, o qual é usado desde o começo dos Jogos Paraolímpicos.

“Essa exclusão acarreta na falta de visibilidade e conhecimento ao esporte. Por ser um evento que todos veem, os atletas são prejudicados por perderem a oportunidade de participar”, explica Sergio Viega, jogador brasileiro de 16 anos.

Basquete em Cadeira de Rodas pode voltar a ser uma modalidade paralímpica

Depois de muita discussão, O IWBC disse que irá cooperar para mudar a regra e reavaliar os atletas. Assim a modalidade pode voltar a fazer parte das Paraolimpíadas, o evento mais importante do mundo para muitos atletas portadores de deficiência.

Basquete em Cadeira de Rodas é o esporte mais popular dos Jogos Paralímpicos

Se olharmos para os Jogos Paralímpicos, temos o Basquete em Cadeiras de Rodas como o mais popular dentro do evento. Esse é o esporte mais praticado entre os portadores de deficiências físicas e seu crescimento aumenta a cada ano. Essa decisão possui uma queda no programa do IPC. Já que, com essa exclusão, muitos podem migrar de modalidade ou até mesmo deixar o mundo esportivo, podendo dar início ao fim da modalidade no mundo.

Paulo Jatobá jogador de seleção brasileira, destacou que todos os amantes do esporte perdem com essa notícia, “ (…) fico muito triste, já que nossa modalidade é a mais conhecida e vista no mundo… Espero que resolvam o mais breve possível e que o basquete volte a ser inserido nas Paralimpíadas. (…) Além disso, se direcionarmos para o nosso país existe uma grande chance do basquete já começar a retroceder, pois se for firmado a sua exclusão nos jogos muitos recursos podem ser perdidos pela Confederação Brasileira de Basquete sobre Rodas (Cbbc), já que o maior apoio vem do Comitê Paraolímpico Brasileiro. “(…) os atletas acabam perdendo o direito de pleitear a Bolsa Paralímpica… Não sei como ficará perante ao CPB, por conta dos recursos que vem de lá”, acrescentou o ex-atleta.

Para o Comitê Paraolímpico Internacional, o esporte não faz mais parte do programa e já está excluído dos próximos Jogos Paraolímpicos de Paris 2024, mas a decisão pode mudar se a Federação reavaliar seus métodos.

Paulo Jatobá – Basquete CR

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